domingo, 10 de julho de 2011

Sobre a Vírgula



Segue texto de campanha da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), que reforça o valor da vírgula. Boa leitura!


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.

Não, espere.

Não espere.


Ela pode sumir com seu dinheiro.

23,4.

2,34.


Pode ser autoritária.

Aceito, obrigado.

Aceito obrigado.


Pode criar heróis.

Isso só, ele resolve.

Isso só ele resolve.


E vilões.

Esse, juiz, é corrupto.

Esse juiz é corrupto.


Ela pode ser a solução.

Vamos perder, nada foi resolvido.

Vamos perder nada, foi resolvido.


A vírgula muda uma opinião.

Não queremos saber.

Não, queremos saber.


Uma vírgula muda tudo.


ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação
Detalhes Adicionais
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A borboleta preta

No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta, tão negra como a outra, e muito maior do que ela. Lembrou-me o caso da véspera, e ri-me; entrei logo a pensar na filha de Dona Eusébia, no susto que tivera, e na dignidade que, apesar dele, soube conservar. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo logar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.
                 
Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.
                
-- Também por que diabo não era ela azul? disse eu comigo.
                 
E esta reflexão, -- uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas,-- me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: «Este é provavelmente o inventor das borboletas». A idéa subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu creador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir-lhe misericórdia.
                 
Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dous palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última idéa restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo; aí vinham já as próvidas formigas... Não, volto à primeira idéa; creio que para ela era melhor ter nascido azul. 

Fonte:
Assis. Machado de. A borboleta preta. In: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Disponível em: http://www.ibiblio.org/ml/libri/a/AssisJMM_MemoriasPostumas/node34.html. Acesso em: 08/06/11.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Parabéns, Fábio!

Hoje é o aniversário de um aluno muito especial, interessado e estudioso!!
Fábio, parabéns pelo seu dia e pelo seu desempenho!!
Muito sucesso!! Beijo da tia e de toda Aloha!!

sábado, 2 de abril de 2011

Breve histórico da Língua Brasileira de Sinais


Ano após ano, os surdos têm conquistado seu espaço. Na última década, sua luta colheu frutos vitoriosos na legislação, mas ainda falta muito para que este sonho se torne realidade

É crescente o número de leis que buscam oportunizar a educação de pessoas com necessidades especiais. No entanto, essas mesmas leis que buscam levar a igualdade de ensino para uns, pode modificar profundamente a vida daqueles que, desde sempre, são os detentores das ofertas educacionais deste país.
Para que este quadro possa modificar-se, a luta dos portadores de necessidades especiais tem sido gigantesca e, nos últimos anos, já se observa os frutos dessa batalha. Grandes guerreiros dentre estes têm sido as pessoas surdas que, por suas limitações, sofrem com as poucas oportunidades de estudo e de trabalho.
A utilização das LIBRAS, por sua vez, facilita o acesso dessas pessoas aos ambientes que antes eram restritos apenas aos ouvintes. Desde os primórdios, a utilização da língua de sinais foi motivo de polêmicas. Algumas pessoas criticavam seu uso argumentando que aquela prática seria prejudicial ao surdo e que este deveria mesmo ser oralizado para que pudesse ser inserido na comunidade geral. Dessa forma, a ideia predominante era a de que a minoria surda deveria adaptar seus costumes aos costumes da maioria ouvinte.
Porém, algumas pessoas não concordavam com esta ideia, a exemplo de Abade Charles Michel de L’Epée, que na França do séc. XVIII, foi um reconhecido educador de surdos que obteve imenso sucesso utilizando a língua de sinais como a única forma de comunicação entre surdos.
Para tanto, L’Epée criou os “Sinais Metódicos”, uma combinação da língua de sinais com a gramática sinalizada francesa. Suas idéias, mesmo muito criticadas, ganharam forças e, anos depois, seus sinais fundamentaram a criação da Língua Brasileira de Sinais.
Quem trouxe esses fundamentos da França para o Brasil foi o professor francês Hernest Heut. Sua presença e seu trabalho no Brasil acelerou a utilização da língua de sinais nas escolas e, em 1857, foi fundado o Instituto Nacional dos Surdos, no Rio de Janeiro.
Porém, em 1957, foi oficialmente proibida a língua de sinais em sala de aula e seu uso só retornaria com mais força na década de 1980 com o bilinguismo.
Atualmente, algumas leis regulamentam a utilização da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). A começar pelo ano 2000, a partir da homologação da Lei de Acessibilidade, tornaram-se mais frequentes os cursos de capacitação em língua de sinais.
Outra forma legal a favor das LIBRAS concretizou-se em 2005, com a regulamentação do Decreto nº 5.626, que dispôs sobre a inclusão das LIBRAS como disciplina curricular dos cursos de formação de professores. Esse meio legal foi e está sendo muito importante porque tem possibilitado, de fato, o acesso da pessoa surda à educação.
Já em 2008, foi regulamentado, através do Decreto nº 6.571, o atendimento educacional especializado que objetiva prover condições de acesso ao ensino regular das pessoas portadoras de necessidades especiais. A acessibilidade, a possibilidade de estudo em ensino regular deverá ser uma realidade em todas as instituições de ensino do Brasil. Agora, a maioria irá se adaptar à minoria. Resta aos profissionais da educação o preparo, a dedicação aos novos princípios educacionais.

Fonte:
GOLDFELD, Márcia. Breve relato sobre a educação de surdos. In: A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sócio-interacionista. São Paulo: Plexus, 2001.

domingo, 27 de março de 2011

Parabéns aos nossos alunos!!

Parabéns, Lucas,  Matheus, Adriano e Marcus Alexandre, pelos bons resultados apresentados nas últimas provas!!
Beijos da tia Dayana!!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Volta às aulas!!

Oi, pessoal!!

A Aloha retoma suas atividades amanhã (31/01/2011)!!
Venha e garanta sua vaga!!

Aloha a todos!!